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Sistinas, os vampiros eróticos

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Justiça (e homenagem) seja feita!

† Mirza, a mulher vampiro

Escultural, pele branca, longos cabelos negros, olhos amendoados, e... lábios sempre molhados e vermelhos! Sim, um sonho gótico. E erótico. Li em algum lugar uma comparação, que o estilo industrial é masculino (pense no Neo!), e o estilo gótico é feminino. Concordo, principalmente quando nos entregamos nas curvas dela...

MIRZA, a mulher-vampiro é brasileira, linda e tem sensualidade de sobra. Publicada originalmente em 1967 (balzaquiana, já quase aquela quarentona gostosa que povoa os sonhos masculinos, e ainda assim eternamente jovem), a maior criação (e personagem favorita) de Eugênio Colonnese, é uma femme-fatale que em nada fica devendo às personagens internacionais. Com a recente moda de "bad girls" que assola o mundo dos quadrinhos, seria até natural que nossa linda e perigosa vampira voltasse também.

 Digo voltasse por que o material sobre ela é escasso, e a personagem andou sumindo e aparecendo nos últimos anos como se fizesse uso de poderes vampíricos de ofuscação, ou se transformasse em névoa... A última publicação sobre ela foi uma ótima HQ de 52 páginas, da Opera Graphica, com desenhos do mestre Colonnese e roteiros de Franco de Rosa e Osvaldo Talo.

Sobre Mirza existe uma lenda que me incomoda: a que afirma (sim, eu já li isso em diversos lugares, alguns sites até respeitáveis, outros nem tanto) que nossa beldade vampírica é um "sub-produto pulp" da Vampirella.

Mentira da grossa.

Antes que me crucifiquem, eu assumo:
-Eu também gosto da vamp americana, até fiz alguns Cards Virtuais com ela, mas não vamos nos esquecer que Vampirella foi criada por Forrest J. Ackerman em 1969, inspirada em Barbarella, e que nossa brasileiríssima Mirza nasceu em 1967, portanto dois anos antes...

 Infelizmente, mesmo na internet é difícil encontrar informações sobre Mirza. Foi complicado bolar esse ensaio para Sistinas, mas eu achei interessante homenageá-la, e até consegui arranjar alguns scans de uma pequena estória dela, sangue na neve, que você confere logo abaixo. Basta clicar nas páginas para acompanhar:


Sangue na Neve

Sobre o criador

Eugênio Colonnese foi um dos grandes mestres dos quadrinhos mundiais que desembarcaram no Brasil na segunda metade do século XX para consolidar uma tradição tipicamente nacional: as histórias de terror. Italiano de nascimento, com uma longa passagem pela Argentina, migrou para São Paulo. Sua criação mais famosa é a irresistível vampira Mirza, que criou em 1967 no Estúdio D-Arte para a editora Jotaesse, de José Sidekerskis.

Com passagens também pelos livros didáticos, especializou-se quadrinhos de guerra e super-heróis. Criou seres fantásticos (como o Morto do Pântano) a partir de seu traço inconfundível que se destaca pelo completo domínio do pincel e da narrativa em preto e branco. Nas duas últimas décadas, manteve intensa produção de quadrinhos para as revistas “Calafrio” e “Mestres do Terror”, de Rodolfo Zalla; além de outros trabalhos.








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